Cinema fora do sítio
- Biblioteca Escolar Escola Básica 2/3 Professor José Buisel

- 6 de jan.
- 2 min de leitura

No dia 15 de dezembro, a biblioteca escolar José Buísel transformou-se numa sala de cinema para cerca de 75 alunos do 6.º e 7.º anos de escolaridade. A iniciativa, organizada em parceria com o Plano Nacional de Cinema e com as professoras Alice Faro e Silvia Neves, decorreu num ambiente atento, curioso e desafiador, em que os alunos foram convidados a refletir, questionar e partilhar ideias.
Foram realizadas três sessões de cinema de animação, com o objetivo de despertar a literacia fílmica, explorar a estética cinematográfica e estimular o olhar crítico sobre o mundo. Concluindo-se que ver cinema pode ser, também, uma forma de ler, de ver mais, melhor e mais além.
O programa iniciou-se com a curta-metragem "Papel de Natal" (2014, 30 min), de José Miguel Ribeiro. As duas sessões, destinadas ao 6.º E e ao 7.º B, culminaram num debate em que os alunos destacaram a forma original como o filme aborda a época natalícia, afastando-se da lógica do consumo e valorizando as relações humanas, a solidariedade, a coragem e a sustentabilidade. Alguns alunos partilharam boas práticas do seu dia a dia, seguindo vias alternativas ao consumo global. Foi ainda dado destaque à "técnica artesanal de animação" que confere ao filme uma estética poética e sustentável. Os alunos do 6.ºE foram convidados a construir o seu próprio personagem, inspirando-se em Dodu e utilizando materiais reciclados, reforçando a mensagem de criatividade aliada à consciência ambiental.
Seguiu-se, para o 7.º C, "O Peculiar Crime do Estranho Sr. Jacinto" (2019, 10 min), de Bruno Caetano. No debate, os alunos refletiram sobre a importância e o direito de agir com coragem cívica, tal como o Sr. Jacinto. Seguindo a lição da própria natureza, onde a resistência é essencial à preservação dos ecossistemas e os exemplos de resistência e luta ajudam a proteger princípios, direitos e valores fundamentais.
As participadas sessões foram momentos de aprendizagem, diálogo e descoberta, que esperamos repetir, continuando a fomentar o debate, o contacto e gosto com o cinema português, a reflexão sobre os valores e o desenvolvimento do sentido crítico.
O chá de maçã e canela, sem açúcar, entretanto, continua a ganhar adeptos!






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