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Parlamento dos Jovens: democracia viva e vivida na escola

No passado dia 7 de janeiro, quarta-feira, entre as 14h30 e as 16h00, a Biblioteca Escolar da Escola José Buisel foi palco da sessão de debate do Parlamento dos Jovens - Ensino Básico, centrada, este ano letivo, na temática da literacia financeira.

O encontro contou com a presença das listas A, B e C, representadas, respetivamente, pelos candidatos Valentim Saraiva (9.º B), Jussara Cardoso (9.º C) e Guilherme Lourenço (9.º C), acompanhados por colegas das listas, que, num ambiente de

harmonia e elevação, apresentaram as propostas elaboradas por cada equipa, expuseram ideias e defenderam posições.

Durante o momento de discussão, analisaram-se as três propostas de cada lista, bem como as ações e estratégias orientadas para o reforço da consciência financeira entre a população estudantil. A iniciativa possibilitou o esclarecimento de perspectivas, o aprofundamento das soluções apresentadas e a mobilização da comunidade educativa em torno de uma questão atual na formação cívica.

Este debate integra a fase de campanha eleitoral, a qual prosseguirá com diversas atividades promovidas pelas listas junto dos alunos, incentivando o diálogo e a vivência democrática, culminando no ato eleitoral, marcado para o dia 14 de janeiro.

As eleições, realizadas segundo o método de Hondt, permitirão eleger os representantes que defenderão a escola na etapa seguinte do Parlamento dos Jovens, levando consigo as medidas aprovadas e participando na Sessão Distrital, em março de 2026.

A moderação esteve a cargo do professor José João Sousa, coordenador do Parlamento dos Jovens - Ensino Básico, cuja orientação contribuiu, de forma objetiva, para o aprofundamento dos conteúdos abordados e para uma melhor compreensão

dos objetivos desta iniciativa, sublinhando a relevância da educação cívica e da literacia financeira no percurso escolar.

A Escola Professor José Buisel, envolvida neste programa há quatro anos sob a orientação do mesmo docente, aposta, assim, de forma consistente na promoção da cidadania, no desenvolvimento do pensamento crítico e no fortalecimento das competências de argumentação, debate e participação ativa, bem como na reflexão sobre problemáticas atuais com impacto social.

Os materiais de divulgação, cartazes, pins, autocolantes e ações dinamizadas evidenciam a criatividade, empenho e espírito de iniciativa das alunas e dos alunos que, em paridade, contribuem para a vivência plena do sistema democrático.

Agradecemos e felicitamos todos os envolvidos e saudamos a oportunidade de participar neste momento de democracia na escola. Esta iniciativa reforça a Missão da Biblioteca Escolar e os princípios da Agenda 2030. A Biblioteca posiciona-se, assim,

como um verdadeiro lugar de fala, de partilha e de construção de conhecimento. Neste espaço, os alunos e alunas encontram condições para a emancipação e afirmação da sua voz. Podem expressar ideias, debater temas da atualidade e participar de forma

consciente na vida escolar. Deste modo, fortalece-se a ligação à realidade vivida e ao exercício da cidadania democrática no contexto educativo.

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Cinema fora do sítio

No dia 15 de dezembro, a biblioteca escolar José Buísel transformou-se numa sala de cinema para cerca de 75 alunos do 6.º e 7.º anos de escolaridade. A iniciativa, organizada em parceria com o Plano Nacional de Cinema e com as professoras Alice Faro e Silvia Neves, decorreu num ambiente atento, curioso e desafiador, em que os alunos foram convidados a refletir, questionar e partilhar ideias.

Foram realizadas três sessões de cinema de animação, com o objetivo de despertar a literacia fílmica, explorar a estética cinematográfica e estimular o olhar crítico sobre o mundo. Concluindo-se que ver cinema pode ser, também, uma forma de ler, de ver mais, melhor e mais além.

O programa iniciou-se com a curta-metragem "Papel de Natal" (2014, 30 min), de José Miguel Ribeiro. As duas sessões, destinadas ao 6.º E e ao 7.º B, culminaram num debate em que os alunos destacaram a forma original como o filme aborda a época natalícia, afastando-se da lógica do consumo e valorizando as relações humanas, a solidariedade, a coragem e a sustentabilidade. Alguns alunos partilharam boas práticas do seu dia a dia, seguindo vias alternativas ao consumo global. Foi ainda dado destaque à "técnica artesanal de animação" que confere ao filme uma estética poética e sustentável. Os alunos do 6.ºE foram convidados a construir o seu próprio personagem, inspirando-se em Dodu e utilizando materiais reciclados, reforçando a mensagem de criatividade aliada à consciência ambiental.

Seguiu-se, para o 7.º C, "O Peculiar Crime do Estranho Sr. Jacinto" (2019, 10 min), de Bruno Caetano. No debate, os alunos refletiram sobre a importância e o direito de agir com coragem cívica, tal como o Sr. Jacinto. Seguindo a lição da própria natureza, onde a resistência é essencial à preservação dos ecossistemas e os exemplos de resistência e luta ajudam a proteger princípios, direitos e valores fundamentais.

As participadas sessões foram momentos de aprendizagem, diálogo e descoberta, que esperamos repetir, continuando a fomentar o debate, o contacto e gosto com o cinema português, a reflexão sobre os valores e o desenvolvimento do sentido crítico.

O chá de maçã e canela, sem açúcar, entretanto, continua a ganhar adeptos!


 
 
 

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